Artigo: Assessing patient safety culture in hospitals across countries, WAGNER, C. e colaboradores.
Integrantes do grupo:
1.Karen
2. Mariana Tramontina
3. Ivellise Sousa
4. Carla Santos
5. Isabel
6. Luciane Lindenmeyer
Questões orientadoras do debate e do resumo:
1. Objetivos e Métodos utilizados no
estudo
2. Destaque e análise os principais
resultados obtidos
3. Discuta a viabilidade/utilidade
do instrumento das dimensões utilizada pelos autores, para investigações em serviços de atenção
primária e hospitalar no Brasil.
P.S. [Aproveitem a experiência dos que trabalham ou
trabalharam em hospital]
Linck para o artigo: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3671738/
Oi, pessoal! Vou começar colocando algumas observações e vamos discutindo conforme as manifestações.
ResponderExcluirO artigo apresenta como objetivo examinar similaridades e diferenças na cultura de segurança do paciente em ambiente hospitalar em 3 países: Holanda, EUA e Taiwan.
A coleta de dados é feita por meio da aplicação de questionários aos profissionais de saúde, principalmente médicos e enfermeiros, e gestores. No total são 42 questões relacionadas a 12 dimensões relacionadas a segurança do paciente.
A primeira questão que me chamou atenção é que se trata de um artigo publicado recentemente (abril de 2013), cujo período em que ocorreu a coleta dos dados foi diferente entre os países, assim como o tempo de coleta também (de 2005 a 2007 na Holanda, de 2007 a 2008 em Taiwan e 2008 nos EUA). Provavelmente as condutas atualmente sejam diferentes, visto que o tema "segurança do paciente" está cada vez mais em evidência com ações voltadas para o seu aprimoramento.
A forma de aplicação dos questionários não foi padronizado entre os países, sendo em papel ou por meio informatizado ou em ambas as formas. Esta observação é citada pelos próprios autores como fator limitante do estudo.
A forma de seleção dos hospitais e das unidades em que foi aplicado o questionário também foi diferente entre os países, ora ocorrendo randomização ora não.
A discrepância do tamanho da amostra reflete na acurácia do dado encontrado.
Tais questões em relação à metodologia levam a pensar se os pesquisadores atingiram o objetivo proposto, visto que os resultados talvez não sejam o mais próximo da realidade.
Até a próxima, pessoal! Abraços!
Oi, pessoal!
ResponderExcluirVou postar mais algumas observações que fiz sobre o artigo.
Achei bem interessante o instrumento utilizado no estudo para avaliar a cultura de segurança do paciente no ambiente hospitalar. As questões abordam vários aspectos relevantes para avaliar o processo do cuidado do paciente e como os profissionais e gestores agem diante de uma situação de risco e/ou dano causado ao paciente. Penso que esse instrumento poderia ser utilizado nos hospitais brasileiros para detectar os pontos que devem ser inicialmente melhorados, visto que em praticamente todos os itens teríamos baixa porcentagem de respostas positivas. Apesar disso, há locais que são preocupados com esse tema, muitas vezes incentivados pela obtenção da acreditação hospitalar.
Outra questão que me chamou a atenção é que 25% dos profissionais dos EUA classificaram a segurança do paciente como excelente e 48% como muito bom, possivelmente por ser um país pioneiro na discussão desse assunto. É espantoso ver esse índice de aprovação quando estamos acostumados a ouvir e a ver situações de tamanho descaso com a segurança do paciente, que também nos deixa espantados e nas quais custamos a acreditar.
Hoje no Fórum de Debates da Comissão de Medicamentos e III Jornada de Estudos sobre Uso de Medicamentos em Ambiente Hospitalar foi bastante abordada a questão da segurança do paciente e o uso racional de medicamentos. Como principal fator envolvido foi citada a prescrição medicamentosa. A prescrição e as questões que envolvem essa etapa do cuidado do paciente poderia ser outro domínio a ser explorado para avaliar o cuidado da segurança do paciente.
Até mais!!
Oi, pessoal!
ResponderExcluirVou postar mais algumas observações que fiz sobre o artigo.
Achei bem interessante o instrumento utilizado no estudo para avaliar a cultura de segurança do paciente no ambiente hospitalar. As questões abordam vários aspectos relevantes para avaliar o processo do cuidado do paciente e como os profissionais e gestores agem diante de uma situação de risco e/ou dano causado ao paciente. Penso que esse instrumento poderia ser utilizado nos hospitais brasileiros para detectar os pontos que devem ser inicialmente melhorados, visto que em praticamente todos os itens teríamos baixa porcentagem de respostas positivas. Apesar disso, há locais que são preocupados com esse tema, muitas vezes incentivados pela obtenção da acreditação hospitalar.
Outra questão que me chamou a atenção é que 25% dos profissionais dos EUA classificaram a segurança do paciente como excelente e 48% como muito bom, possivelmente por ser um país pioneiro na discussão desse assunto. É espantoso ver esse índice de aprovação quando estamos acostumados a ouvir e a ver situações de tamanho descaso com a segurança do paciente, que também nos deixa espantados e nas quais custamos a acreditar.
Hoje no Fórum de Debates da Comissão de Medicamentos e III Jornada de Estudos sobre Uso de Medicamentos em Ambiente Hospitalar foi bastante abordada a questão da segurança do paciente e o uso racional de medicamentos. Como principal fator envolvido foi citada a prescrição medicamentosa. A prescrição e as questões que envolvem essa etapa do cuidado do paciente poderia ser outro domínio a ser explorado para avaliar o cuidado da segurança do paciente.
Até mais!!
Olá Colegas, tudo bem? Vou tentar contribuir com outros pontos como:
ResponderExcluir- A amostragem dos locais para aplicação da pesquisa não foi aleatória nos 3 países pesquisados.
- em Taiwan houve participação voluntária de alguns hospitais
- a maioria dos respondedores foram os profissionais da enfermagem, exceto nos estados unidos onde 53% são outros profissionais (não dizem quais)
- as diferenças encontradas entre os países pode ser justificada pelas diferenças culturais, mas na minha opinião também pelo desenvolvimento dos estados unidos nessa área, a partir da publicação do livro "errar é humano".
- quanto a aplicação do questionário nos hospitais e unidades de atenção básica acho que seria interessante, porém com adaptações. Achei o instrumento longo, o que dificulta o seu preenchimento. Por outro lado, temos poucos estudos sobre a prevalência de eventos adversos no Brasil, destacando o publicado por Walter Mendes que avaliou retrospectivamente a ocorrência de eventos adversos em 3 hospitais do Rio de Janeiro.
- para planejar ações em prol da segurança do paciente é de suma importância conhecermos a realidade na qual estamos inseridos.
- muitos hospitais já estão inserindo nas suas políticas, metas e planejamento a pauta do gerenciamento de risco e segurança do paciente, mas no SUS isso ainda não é prática corrente.
Aguardo novas contribuições para continuarmos a discussão.
Abçs
Luciane
Olá Meninas,
ResponderExcluirMinhas considerações
Com relação ao Objetivo
O objetivo deste artigo é examinar a cultura da segurança do paciente nos hospitais em três países, Holanda, EUA e Taiwan, e para diagnosticar os pontos fortes e os pontos fracos comuns e específicos de cada país.
As perguntas norteadoras foram:
Questões de pesquisa deste artigo:
(i) Qual é a cultura da segurança do paciente nos hospitais, nos três países?
(ii) Existem diferenças entre esses países e como estas diferenças podem ser explicadas?
OBS: Não sei se o objetivo proposto foi alcançado pois concordo como fato dos n serem tão diferentes entre um país e outro. Um questão também importante é de que dentro dos próprios países já se encontravam respostas comparativas diferentes. Talvez num primeiro momento estudar apenas um país fosse mais interessante.
Quanto a Metodologia
Foram selecionados 3 países, Taiwan , EUA e Holanda, cujo sistema de saúde estavam bem desenvolvidos, educação semelhante dos grupos profissionais e com foco na melhora da segurança paciente.
Objetivo do questionário é avaliar opiniões dos funcionários do hospital sobre questões de segurança do paciente, erro médico e relatórios de eventos adversos, incluídos em 42 itens que medem 12 dimensões sobre cultura de segurança do paciente.
Acho que este questionário tem uma abordagem interessante, porém concordo que para o Brasil deveria ser adaptado, talvez dentro de um estudo retrospectivo desde de que foram implantados os programas de Hospitais sentinelas. Qual foi a evolução até hoje.
Coleta Dados - reforçando a diferença do n entre os 3 paises
Holanda -
Data – junho de 2005 até dezembro de 2007
Participaram 45 Hospitais de um total de 96 .
ResponderExcluir171 unidades hospitalares – entrevistados deveriam estar envolvidos no processo de cuidar , trabalhar pelo menos 6 meses na unidade e mais de 12 horas por semana.
125 unidades responderam – taxa média de resposta das unidades foi de 69%
Total - 3779 entrevistados
Taiwan
Data - junho de 2007 até agosto de 2008.
Participaram 74 de 566 hospitais ( 57% de ensino e 61% privados)
782 unidades hospitalares
Total - 10.146 entrevistados
EUA
Data – dados de 2008 da SOPS Hospital de banco de dados comparativos.
Os hospitais foram não selecionados aleatoriamente, no entanto, as características dos dados são bastante coerentes com a distribuição de hospitais norte-americanos registrados com o American Hospital Association (AHA) .
622 hospitais
4.894 unidades
Total 196 462 funcionários dos hospitais entrevistados
69% não eram de ensino e 78% eram de não –estatal
Resultados
Tabela 1
Percentagens de características da amostra: hospitais e entrevistas pessoais
Comparação das dimensões de cultura de segurança
a maioria dos entrevistados enfermagem nos 3 paises ( tabela 1)
tipo de unidade mais pesquisada - cirurgia e farmacia
ResponderExcluirTabela 2
Comparação das dimensões de cultura de segurança
Em 6 das 12 dimensões da cultura de segurança , os três países mostram diferenças significativas em suas pontuações.
Estas são as dimensões em negrito na Tabela 2:
Organizacional, aprendizagem , apoio à gestão, abertura de comunicação ,
Frequência de notificação de eventos , trabalho em equipe entre as unidades e
Resposta não- punitiva ao erro.
Os escores do Holanda são consistentemente mais baixos em Organizacional
aprendizagem , apoio à gestão e trabalho em equipe entre as unidades ,
comparação com Taiwan e EUA. Entretanto, os entrevistados dos Países Baixos são mais positivas sobre a dimensão Resposta não- punitiva ao erro.
Os entrevistados nos EUA são particularmente mais positiva sobre a freqüência de eventos
elaboração de relatórios. Pontuação significativamente menor em Taiwan Comunicação abertura.
Em duas dimensões, os três países possuem resultados semelhantes: alta no trabalho em equipe dentro unidades e baixos em Handoffs e transições de informação do paciente.
Em 6 das 12 dimensões da cultura de segurança , os três países mostram diferenças significativas em suas pontuações.
Estas são as dimensões em negrito na Tabela 2:
Organizacional, aprendizagem , apoio à gestão, abertura de comunicação ,
Frequência de notificação de eventos , trabalho em equipe entre as unidades e
Resposta não- punitiva ao erro.
Os escores do Holanda são consistentemente mais baixos em Organizacional
aprendizagem , apoio à gestão e trabalho em equipe entre as unidades ,
comparação com Taiwan e EUA. Entretanto, os entrevistados dos Países Baixos são mais positivas sobre a dimensão Resposta não- punitiva ao erro.
Os entrevistados nos EUA são particularmente mais positiva sobre a freqüência de eventos
elaboração de relatórios. Pontuação significativamente menor em Taiwan Comunicação abertura.
ResponderExcluirEm duas dimensões, os três países possuem resultados semelhantes: alta no trabalho em equipe dentro unidades e baixos em Handoffs e transições de informação do paciente
OBS - abordagem punitiva do erro ajuda ou melhora o desempenho da equipe?
Tabela 3
Resultados comparativos sobre as dimensões dos três países cultura de segurança: diferenças significativas entre os países são apresentados em negrito
As semelhanças entre os 3 paises:
- trabalho em equipe nas unidades – respeito e o trabalhar junto % mais alto
“ As pessoas se apoiarem mutuamente nesta unidade”
- maior potencial melhoria é Handoffs e transições
- informações importantes são perdidas mudança de turno ou troca de equipe em todas as unidades hospitalares.
- menor resposta + em transferência de uma unidade para outra.
As diferenças são 3 importantes:
- abertura comunicação : 82% entrevistados holandeses : falar alto , se observa que algo pode afetar o atendimento ao paciente , se sentem livres para questionar decisões ou ações de hierarquias superiores.
EUA e Taiwan índice mais baixo, entre os hospitais do próprio país se observa variação quanto a este item. Taiwan variação sobre o item se sentem livre para questionar ações de hierarquias superiores, EUA medo de fazer perguntas quando acham que algo esta errado.
- Resposta não punitiva ao erro:
Menor média positiva nos EUA e Taiwan – mais punitivos
Países baixos , este índice é mais forte – 69% - menos punitivos
- Grau de segurança dos pacientes em hospitais:
EUA – 25% segurança A e 48% muito bom (B)
Holanda (63%) e Taiwan (53%) apontam como C
A maior variação entre os países pode ser encontrado na Staffing dimensão, onde em alguns hospitais em um país acima de 80% dos entrevistados dizem que não há pessoal suficiente para lidar com a carga de trabalho, em outros hospitais no país é cerca de 10%.
-
POr enquanto estes foram os pontos que destaquei do artigo
abraços
Karen
Olá a todos,
ResponderExcluirInicialmente na introdução do artigo, o autor faz uma citação do trabalho de Jensen C. B., no que diz respeito há uma cultura de culpa, em que os profissionais de saúde têm medo de relatar erros por causa de questões de responsabilidade ou pelo medo de ser visto como incompetente pelos colegas e como consequência, têm-se a subnotificação e uma menor aprendizagem advinda da identificação dos eventos adversos e quase-acidentes. Aproveitando a minha experiência em trabalhar numa farmácia ambulatorial de um complexo hospitalar, em que fazem parte da rotina diária a identificação, notificação e prevenção para quase falhas, erros de medicação, reações adversas e queixas técnicas, conjuntamente com o apoio do Centro de Farmacovigilância, percebo que cabe a instituição e os próprios profissionais que a compõem, o dever de estimular e sensibilizar a todos para uma postura mais aberta e reflexiva, como o próprio autor coloca, no que diz respeito as atitudes em relação aos erros e enfim, a própria segurança do paciente.
Abraço,
Carla Santos.
Olá de novo,
ResponderExcluirAs limitações do estudo apresentadas, desde seleção de amostra, modo de aplicação do questionário, o prazo da aplicação da pesquisa, o tamanho da amostra, a falta de clareza na execução do instrumento, devido as diferenças e especificidades de cada país e a falta de verificação na exatidão dos dados, com base na percepção dos profissionais, apesar de apresentar uma compilação de uma vasta quantidade de referências úteis, mostra-se frágil em responder com plenitude os objetivos do autor.
Abraço,
Carla.
Meninas,
ResponderExcluirestou sem conseguir acessar o blog, já sinalizei pra profa Tânia, mas ainda não foi liberado meu acesso. Vou fazer alguns comentários aqui por e-mail mesmo e Carlinha, por favor, posta lá em meu nome e explica a situação tá?
Achei a proposta do artigo bem interessante, mas uma coisa que eu me questionei logo de princípio era se o questionário que foi aplicado nos três países tinha sido validado e não apenas traduzido. Isso é bastante importante porque sem garantir a validade e reprodutibilidade daquele instrumento o estudo poderia, de certa forma, ser invalidado. Porém, eles afirmam e apresentam referência da validação do questionário nos dois países (Holanda e Taiwan). Inclusive, me interessei e fui pesquisar se havia esse questionário validado no Brasil e encontrei uma publicação de um grupo que já está trabalhando nisso: http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2013001100021&lng=en&nrm=iso&tlng=en
http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2012001100019#tab01
O outro artigo é com comentários e sugestões para melhoraria da tradução do questionário.
Um ponto do artigo que eu acho que poderia ser melhor aprofundado é a diferença entre os tipos de hospital que participaram do estudo; os autores pontuam como limitação o fato da amostra não ser randomizada e se compararmos, as amostras dos hospitais não são homogêneas entre os países. Isso poderia justificar algumas diferenças.
Bom, se eu tiver repetido o comentário de alguém, me desculpem, mas como disse antes, não tive acesso ao blog para postar, logo não li os comentários.
Vi os slides e os achei excelente, parabéns Mari. Caso eu me recorde de mais algum ponto interessante eu posto aqui pra dividir com vocês.
Karen, se precisar de ajuda, estou à disposição.
Abraço,
Ivellise
Oi pessoal, publiquei por Ivellise, pois ela ainda está sem acesso ao blog, abraço, Carla.
ResponderExcluirMeninas, tive uns problemas de saúde na semana passada e esqueci completamente do blog e da disciplina. Acredito que agora ja esteja tudo compilado para a aula de amanha e seja meio tarde para eu colocar as minhas contribuições. Mil desculpas e nas próximas atividades me comprometo a participar mais ativamente.
ResponderExcluirAbraços
Isabel