Grupo 2:
Artigo: Effect of Bar-Code Technology on the Safety of Medication Administration. POON e colaboradores, 2010.
Integrantes do Grupo:
1. André Igor
2. Bárbara
3. Michele
4. Raphael
5. Marcele
6. GABRIEL
Questões orientadoras
1. Objetivos e Métodos utilizados no
estudo
2. Destaque e análise os principais
resultados obtidos
3. Discuta a viabilidade/aplicabilidade nos
serviços de saúde no Brasil em todos os níveis de atenção.
Linck para o artigo: http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMsa0907115
Tânia, as questões orientadas, agente posta aqui mesmo ou envia por e-mail? Abraços
ResponderExcluirRaphael, a ideia é postar aqui. Para que todos do grupo possam ler e interferir, intervir na discussão.
ResponderExcluirOk Tânia, entendido. Abraços!
ResponderExcluirObjetivos e Métodos – O principal objetivo do trabalho foi avaliar a implementação da tecnologia de códigos de barras eMar em um centro médico de nível terciário de atenção à saúde e seus efeitos nos erros de transcrição e administração de medicamentos, bem como na relação com potenciais eventos adversos dos medicamentos. Para que o objetivo fosse alcançado, foi conduzido um estudo prospectivo, de antes e depois, quase-experimental em uma unidade de saúde de nível terciário com 735 leitos por um período de 9 meses em 2005, que estava implementando o sistema de códigos de barra. Desse modo, foi analisado as taxas de erros de transcrição e administração de medicamentos antes e depois da implementação da tecnologia de código de barras. Os erros que envolviam a administração precoce ou tardia da medicação foram classificados como “erros de tempo” e todos os outros erros como “sem correlação com o tempo”. Dois clínicos revisaram os erros para determinar seu potencial para ser prejudicial para os pacientes e os classificaram como potenciais eventos adversos da medicação. Vale ressaltar que qualquer discordância a respeito da classificação do erro e seu potencial para ser prejudicial era resolvida por consenso.
ResponderExcluirPrincipais resultados – Foram observados 6723 administrações de medicamentos sem o código de barras e 7318 administrações com o código de barras.
• Erros sem correlação com o tempo na administração de medicamentos.
Nas unidades sem o código de barras, foram observados 776 erros(11.5%) sem correlação com o tempo enquanto nas unidades com o código de barras foi observado 496 desses erros (6.8%), representando uma redução de 41.4% nas taxas desses erros. As taxas de potencial eventos adversos reduziram de 3.1% para 1.6%, representando uma diminuição de 50.8%.
Foi observado também uma significante redução nos diversos subtipos desse erros sem correlação com o tempo, incluindo aqueles que se esperava que a implementação do código de barras fosse reduzir. Por exemplo, houve redução da administração da medicação errada em 57.4%, administração de dose errada em 41.9% e diminuição em 80.3% dos erros de documentação relativas a administração de medicamentos.
• Erros de tempo na administração de medicamentos
Esse tipo de erro foi reduzido de 16.7% (sem o código de barras) para 12.2% após a utilização da tecnologia de código de barras, configurando uma redução de 23.9% nesse tipo de erro.
• Erros de transcrição
Foi revisada 1799 ordens de transcrição nas unidades sem o código de barras e observado 110 erros de transcrição, dos quais 53 representavam potencial evento adverso, correspondendo para 6.1 erros de transcrição e 2.9 potencial evento adverso para cada 100 ordens de transcrição de medicamentos.
Em contrapartida, nas 1283 ordens de transcrição revisadas nas unidades com a tecnologia de código de barras, nenhum erro de transcrição ocorreu.
A tecnologia de código de barras se apresenta como mais uma ferramenta para atuar na segurança da administração de medicamentos. E embora tenha reduzido substancialmente os erros de medicação, bem como os eventos adversos potenciais, não os eliminou completamente. Os autores também apontam que algumas diferenças nos resultados podem ser encontradas de acordo com o local onde o sistema de código de barras será aplicado e que a prescrição médica computadorizada e a implementação do código de barras nas farmácias dos hospitais também são grandes aliadas na prevenção dos erros de medicação, contribuindo de forma direta na segurança do paciente.
ResponderExcluirMais estudos seriam necessários para discutir a viabilidade e aplicabilidade do sistema de código barras em todos os níveis de atenção a saúde no Brasil, entretanto as taxas de redução dos erros de medicação configuram um aspecto muito positivo na segurança do paciente.
Para aplicabilidade e viabilidade seria muito interessante um estudo mostrando o impacto econômico na adoção do sistema de código de barras, pois além de todo equipamento também tem a especialização e treinamento da mão-de-obra para utilização do recurso, embora os benefícios como a segurança na administração dos medicamentos, ao meu ver, superam os impactos econômicos. Porém, levando em consideração a mercantilização da saúde, o impacto econômico sempre será uma barreira em potencial, a não ser que o sistema gere lucro.
De qualquer modo, todos os níveis de atenção à saúde poderiam se beneficiar com a aplicação do sistema de código de barras, desde as unidades básicas de saúde que possuam farmácias e realizam a dispensação de medicamentos quantos os hospitais de níveis terciários e alta complexidade como mostrado no artigo, tendo como principal beneficiado o paciente, através do aumento da segurança na administração e ou dispensação com o sistema de código de barras.
Então pessoal, fica aqui minha contribuição e espero que possamos iniciar nossa discussão sobre a atividade proposta. Abraços a todos!
ResponderExcluirBom dia pessoal, estou aguardando a contribuição de todos e nossa reunião para ver quem poderá ser o relator...
ResponderExcluirRafael..acho que tu poderias ser o relator, o que tu achas?
ExcluirOlá, boa noite Marcele! Infelizmente não poderei ser o relator por que assisto a disciplina do meu trabalho, dentro de uma drogaria, o que me impossita falar ao microfone!
ExcluirO Rafael descreveu bem as questões norteadoras. Gostaria de colocar a minha opinião sobre a aplicabilidade do código de barras nos serviços de Saúde do Brasil. O controle e prevenção de erros são nossos maiores objetivos na administração de medicamentos em qualquer nível de atenção, mas a realidade da saúde brasileira exige infraestrutura básica: local adequado, sistema informatizado de dispensação, profissionais habilitados....Alguns hospitais no Brasil talvez tenham condições de implantar a tecnologia, especialmente aqueles hospitais-escola, como o hospital referido no artigo, mas a grande maioria carece de uma estruturação básica. Quando se fala em atenção primária então, estamos a séculos de distância de tal tecnologia. Começando que em alguns locais não há sistema informatizado (nem computador!!) para dispensação de medicamentos, prontuário eletrônico é um sonho distante e a maior alegria é conseguir entender a letra do médico e ter grande parte dos itens da lista municipal para dispensar. O código de barras facilitaria muito o trabalho de toda a equipe e daria uma segurança maior para o paciente,porém ainda é muito distante da realidade brasileira. Por enquanto usamos os critérios de segurança básicos: ler cuidadosamente a prescrição médica e, em caso de dúvida, entrar em contato com o prescritor; separar fisicamente e com etiquetas bem visíveis medicamentos que possas ser confundidos; fazer dupla conferência, sempre que possível; procurar e promover a educação permanete dos profissionais de saúde, entre outros.
ResponderExcluirO sistema de código de barras oferece um resultado positivo na segurança do uso de medicações, contribuindo significativamente para a redução nos erros de administração, e conseqüentemente os eventos adversos associados a esses erros, no entanto com essa tecnologia espera-se uma melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
ResponderExcluirGente, desculpe a demora pra postar. Não estava conseguindo acessar o blog. Me coloco à disposição para ser o relator do grupo, caso seja consenso.
ResponderExcluirSegue minha contribuição:
1. Objetivos e Métodos utilizados no estudo
Com o objetivo de avaliar os efeitos de um sistema de administração de medicamentos eletrônico com código de barras (bar-code eMAR) foi avaliada sua implementação em um grande centro médico acadêmico de atendimento terciário.
Como método, foi desenhado um estudo semi-experimental prospectivo, avaliando o impacto da implementação a partir de comparação entre as taxas de erros de medicação em unidades utilizando a tecnologia de código de barras no eMAR com as taxas em unidades onde tal tecnologia não foi implementada. Os dados foram coletados durante 9 meses em 35 unidades adultas clínicas, cirúrgicas e de cuidados intensivos, totalizando 735 leitos, 1,7 milhão de medicações prescritas e 5,9 milhões de doses administradas. Os erros foram classificados em erros no horário da administração e erros não relacionados ao aprazamento. Dois clínicos classificaram os erros quanto ao potencial dano causado ao paciente como potencias reações adversas a medicamentos.
2. Destaque e análise os principais resultados obtidos
Foram observadas 14.041 administrações de medicação e 3.082 transcrições foram revisadas.
Houve uma redução de 41,4% de erros não relacionados ao horário de administração das medicações nas unidades com a tecnologia de código de barras implementada em relação às unidades onde a tecnologia não foi implementada, com redução relativa de 50,8% de potenciais reações adversas a medicamentos. Ambas as reduções foram consideradas estatisticamente relevantes (P<0,001).
Os erros relacionados ao horário de administração das medicações caiu em 27,3% (P<0,001) nas unidades com a tecnologia de código de barras implementada, contudo não houve redução significativa nos potenciais eventos adversos dos medicamentos.
Os erros de transcrição foram completamente eliminados com a utilização da tecnologia de código de barras implementada no eMAR, em detrimento de uma taxa de 6,1% observada nas unidades onde a tecnologia não foi implementada.
O trabalho mostra uma redução significativa de erros de medicação com a implementação da tecnologia de código de barras incorporada a um sistema de administração de medicamentos eletrônico, considerando-a uma importante intervenção para aumentar a segurança dos pacientes.
Acredito que para melhor avaliar o impacto da tecnologia de código de barras nas taxas de erros de medicação, devem comparadas as taxas de unidades com a tecnologia incorporada a um eMAR a unidades que fazem uso de um eMAR sem código de barras.
3. Discuta a viabilidade/aplicabilidade nos serviços de saúde no Brasil em todos os níveis de atenção.
Na realidade dos serviços de saúde que conheço, em Teresina, a tecnologia de código de barras já tem sido buscada na maioria dos hospitais privados, independentemente do nível ou porte. Nos dois hospitais privado de maior porte daqui já estão sendo implementados pilotos, para treinamento e capacitação das equipes e já se pode ver avanços na redução de potenciais erros e também maior controle de perdas, representando, também um ganho econômico para as instituições.
Na realidade do SUS, infelizmente, ainda não dispomos de tecnologias abertas nos sistemas integrados de gestão hospitalar. O incentivo ao desenvolvimento de tecnologias como essa voltadas para o SUS constitui um dos principais desafios para a consolidação do SUS como um sistema de saúde seguro e eficaz.
Boa noite André! Seria ótimo se pudesse ser o relator! Eu não poderei pois estarei no trabalho, porém irei assistir a apresentação e se necessário fazer contribuições pelo chat! Fortes Abraços
ExcluirOi, André, concordo com o Raphael e fico feliz que tenhas te candidatado a relator, pois, infelizmente, assim, como o Raphael, também assisto a esta aula do trabalho e não tenho como utilizar o microfone lá. Posso ajudar na elaboração da apresentação...Abraço
ExcluirEu também tenho o mesmo problema que a Marcele, neste horário estou no hospital.
ExcluirSem problemas, gente! Posso ser o relator sim!
ExcluirAté esse fim de semana envio uma apresentaçãozinha pro email de vcs darem suas sugestões, ok?
Com o intuito de avaliar a implementação de uma tecnologia de administração de medicamentos por código de barras foi realizado um estudo prospectivo durante 9 meses durante o ano de 2005, onde foi determinado as taxas de erros relacionados à ordem de transcrição e administração de medicamentos em 735 leitos em centro de atendimento terciário. Os erros de medicamentos são comuns em hospitais e muitas vezes ocorrem durante a transcrição ou administração de medicamentos. Para prevenir tais erros, foi desenvolvido um sistema de código de barras, onde foram avaliadas 14.041 administrações de medicamentos e revisadas 3.082 ordens de transcrição,
ResponderExcluirO objetivo deste estudo é avaliar o antes e o depois da implantação do sistema de código de barras nestas unidades hospitalares. Os resultados foram bastante significativos quando se compara unidades com e sem a implantação desta tecnologia de código de barras que visa à segurança do paciente.
Ao se falar em segurança do paciente com o sistema de código de barras a rastreabilidade é um dos principais fatores de melhoria, pois abrange o monitoramento dos pontos críticos relacionados ao recebimento, distribuição, dispensação e administração. Um dos pontos fortes está relacionado ao controle sobre lote e validade dos medicamentos em todas as etapas do processo. Nas farmácias cito alguns benefícios referentes a utilização do código de barras:
1. Agilidade no processo de dispensação;
2. Conferência do item dispensado de acordo com o prescrito;
3. Histórico do lote do medicamento desde o recebimento ao momento em que é utilizado pelo paciente: RASTREABILIDADE;
4. Garantia da dispensação de medicamentos em condições de uso havendo bloqueio de dispensação de lotes interditados ou vencidos via sistema;
5. Histórico do lote enviado para cada setor;
6. Agilidade na localização de produtos interditados para recall;
Hoje para os hospitais conseguirem os selos de acreditação hospitalar, principalmente a JCI ( JOINT COMMISSION), é necessário implantar estas novas tecnologias com o intuito de garantir a segurança de todo o processo que abrange a cadeia de medicamentos. Porém a realidade nos serviços públicos ainda é insipiente, principalmente na rede de atenção básica de saúde.
Bem gente, acho que temos dois pontos interessantes de discussão sobre a viabilidade do uso de código de barras na administração de medicamentos no Brasil:
ResponderExcluir1- O uso na rede privada: como Raphael colocou e eu também, o uso nos grandes hospitais privados é uma realidade concreta no Brasil, e sua viabilidade se dará na medida em que forem apresentadas, além das vantagens explicitadas no artigo sobre segurança dos pacientes, vantagens econômicas para as instituições ou, no mínimo, uma boa relação custo-benefício.
2- O uso na rede pública: Marcele colocou bem que é fundamental se pensar em aumentar a segurança dos pacientes na rede do SUS, em especial nos hospitais, contudo existem limitações estruturais básicas a serem superadas antes que pensemos em sistemas de administração de medicamentos com código de barras. Talvez devêssemos pensar primeiramente em identificar e mensurar tais limitações para que possamos elaboras estratégias para superá-las e pensarmos mais profundamente as questões que envolvem a segurança dos pacientes.
Podemos discutir em cima dessas questões?
Acredito que seja viável a implementação desta tecnologia tanto na rede privada como na rede pública.
ExcluirFoi publicado em 2000, pelo Instituto de Medicina dos EUA o documento To Err Is Human: Building a Safer Health System (KOHN et al, 2000), que identifica erros de medicação como sendo o tipo mais frequente dentre os erros envolvendo a área da saúde, ocasionando milhares de mortes evitáveis e bilhões de dólares gastos. No mínimo, 1,5 milhões de eventos adversos relacionados a medicamentos evitáveis acontecem a cada ano nos EUA e 62,3% das RAMs que levam a internação hospitalar são evitáveis, tendo em vista a sua previsibilidade.
A partir disto e do artigo que lemos (onde mostra claramente a diminuição dos erros) acredito que seja viável economicamente, devido a grande economia que o sistema irá ter ao não precisar dispender tempo e dinheiro para tratar reações adversas. Porém, o investimento a curto prazo é grande e esta economia viria apenas em longo prazo. Então seria preciso planejamento e vontade do gestor. O que poderia facilitar esta implementação seria um estudo de custo efetividade para sabermos quantos reais são necessários, a partir da implementação desta tecnologia, para a prevenção de um efeito adverso. Se o gestor tiver interesse em gastar essa quantia, fica fácil!
Correto, Gabriel...Se o gestor tiver interesse. Discordo da viabilidade deste sistema multidimensional (prescrição, farmácia, paciente) de código de barras no Sistema Público a curto prazo. Existem muitas limitações de infraestrutura como citei anteriormente. Um maior investimento em Sistemas de informação em saúde seria uma alternativa. Só a prescrição eletrônica já seria um avanço enorme e representaria, com certeza, uma redução nos erros.
ExcluirConcordo com Marcele. Estou como Chefe do Núcleo de Planejamento da Gerência de Assistência Farmacêutica da Fundação Hospitalar de Teresina (o nome é maior que o cargo, rsrs!) e percebo, na prática, como são muitas essas limitações as quais Marcele se refere.
ExcluirNum levantamento que fizemos, dentre os 11 hospitais da rede municipal somente 4 tem recursos humanos em quantidade suficiente pro serviço de farmácia funcionar 24h! Somente 2 fazem uso de um sistema informatizado para a dispensação de medicamentos e esse sistema não é integrado nem no próprio hospital nem na rede como um todo. Como posso pensar em avançar no sentido de implantar um sistema como esse do artigo nesses hospitais, num curto prazo?
Temos muitas outras limitações importantes a superar antes disso, mas (e nesse ponto concordo com Gabriel) devemos começar a pensar nesses processos pra que, pelo menos a médio/longo prazo, tenhamos procedimentos de segurança do paciente bem definidos nos hospitais e unidades do SUS.
Gente, planejamento é estrutura/processo/resultado. Se não tem estrutura não adianta pensarmos no processo. Temos que nos perguntar o pq de não existir estrutura. Será que é falta de vontade do gestor? Desconhecimento? Será que é caro? Como eu disse, gastam-se valores exorbitantes para resolver os problemas gerados pelos erros (além de um valor incalculável do sofrimento ao paciente). Eu não entendo como o SUS pode ter estrutura para ser o "único" lugar que conseguimos tratar câncer, DSTs, tuberculose, fornecer medicamentos caríssimos do componente especializado, entre outras coisas e não tem estrutura para implementar serviços de dispensação e administração de medicamentos que forneçam mais segurança para os pacientes...
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirOi pessoal, desculpa a demora..vou começar a postar agora..estava perdido (rsrsrs)...espero conseguir colaborar com a discussão!!!
ResponderExcluirObjetivo: Avaliar a implementação de um sistema de administração de medicamentos por código de barras (eMAR) num centro universitário de atenção terciária , bem como sua capacidade de prevenir erros de administração , transcrição e portanto, eventos adversos.
Métodos: Trata-se de um estudo quase-experimento prospectivo, que avaliou o impacto da implementação da tecnologia de código de barras (eMAR) a partir de comparação entre as taxas de erros de medicação em unidades utilizando o eMAR com as taxas em unidades onde tal tecnologia não foi implementada. A coleta de dados durou 9 meses em 35 unidades adultas clínicas, cirúrgicas e de cuidados intensivos (735 leitos). A equipe de enfermagem recebeu treinamento específico para utilizar a nova tecnologia. Durante este tempo, 1.7 milhão de medicações foram prescritas e 5.9 milhões de doses administradas. Os erros foram classificados em erros no horário (atraso ou antecipação de no mínimo uma hora) da administração e erros não relacionados ao horário. Os danos foram ainda classificados como clinicamente significativo, sério, ou com risco de vida. Quaisquer divergências entre os dois membros do painel relativo à presença de um erro ou a gravidade do dano potencial foram resolvidas por consenso.
Destaque e análise os principais resultados obtidos: Foram 6723 administrações de medicamentos sem o código de barras e 7318 administrações com o código de barras.
- Erros sem correlação com o tempo na administração de medicamentos:
Em unidades sem o código de barras, foram observados 776 erros sem correlação com o tempo, enquanto nas unidades com o código de barras foram observados 496 desses erros, o que representa uma redução de 41.4% nesses erros. As taxas de eventos adversos em potencial reduziram de 3.1% para 1.6%, representando uma diminuição de 50.8%.
Houve redução da administração da medicação errada em 57.4%, administração de dose errada em 41.9% e diminuição em 80.3% dos erros de documentação relativas à administração de medicamentos.
-Erros no tempo da administração de medicamentos:
Esse tipo de erro foi reduzido de 16.7% (sem o código de barras) para 12.2% após a utilização desta tecnologia, o que representa uma redução de 23.9% nesse tipo de erro.
-Erros de transcrição:
Foram revisadas 1799 ordens de transcrição nas unidades sem o código de barras e observou-se 110 erros de transcrição, dos quais 53 representavam um evento adverso em potencial, correspondendo para 6.1 erros de transcrição e 2.9 eventos adversos em potencial para cada 100 ordens de transcrição de medicamentos. No entanto, nas 1283 ordens de transcrição revisadas nas unidades com a tecnologia de código de barras, nenhum erro de transcrição ocorreu.