- O artigo está no Moodle e podem pegar neste linck, também.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21929810
Avaliem:
1) O título é representativo do estudo/o resumo é informativo e equilibrado com o que foi feito e do que foi encontrado?
2) Introdução: o contexto apresentado é representativo ao ano que foi publicado, é bem justificado?
3) O artigo apresenta referencial teórico apresenta estudos relevantes?
4) Os objetivos, hipóteses são bem descritas, justificadas?
5) Métodos: o desenho do estudo é claramente apresentado, é descrito o contexto, locais e datas relevantes, incluindo os períodos de recrutamento, exposição, acompanhamento (follow-up) e coleta de dados?
- os critérios de inclusão são bem apresentados, em acordo com normas do desenho do estudo (Strobe, Consort, etc)?
- As variáveis são definidas claramente claramente? todos os desfechos, exposições, preditores, confundidores em potencial e modificadores de efeito?
- As fontes de dados/a mensuração para cada variável de interesse é apresentado?
- Fornece a fonte dos dados e os detalhes dos métodos utilizados na avaliação (mensuração)?
- Existir mais de um grupo? São comparáveis, se sim?
- Viés: especificou medidas adotadas para evitar potenciais fontes de vieses?
- Especificou como foi determinado o tamnho amostral?
- Como foram tratadas as variáveis quantitativas na análise?
- Métodos estatísticos: estão descritos, quais foram?
6) Resultados: descreve o número de participantes em cada etapa do estudo (ex: número de
participantes potencialmente elegíveis, examinados de acordo com critérios de elegibilidade, elegíveis de fato, incluídos no estudo, que terminaram o acompanhamento e efetivamente analisados --> se for o caso!)
- Todos as tabelas, figuras, etc são necessárias?
- Foi descrito o número de eventos-desfecho ou as medidas-resumo ao longo do tempo, se for aplicável?
- Deixa claro quais foram os confundidores utilizados no ajuste e porque foram incluídos.
- Transforma as estimativas de risco relativo em termos de risco absoluto, para um período de tempo relevante? Se aplicável.
- Que outras análises foram realizadas.? Se aplicável.
- Discussão: como foi a discussão, adeequada, apresenta limitações do estudo?
- Discuta a magnitude e direção de viéses em potencial.
- A interpretação dos resultados é cautelosa, considerando os objetivos, as limitações, a multiplicidade das análises, os resultados de estudos semelhantes e outras evidências relevantes?
- Discuta a generalização (validade externa) dos resultados do artigo.
*Baseado no STROBE
O título é representativo e o resumo é informativo e equilibrado com a pesquisa realizada. O contexto utilizado na introdução é representativo e foi bem fundamentado ao propósito do trabalho, utilizando-se de referências, em sua maioria, com não mais de 10 anos da data em que foi publicado. O referencial teórico apresenta estudos relevantes da área publicados em revistas internacionais. O objetivo foi bem descrito e a justificativa utilizada foi a falta de estudos na área (principalmente em países em desenvolvimento) e relevância do tema.
ResponderExcluirO modelo de assistência a saúde no Brasil é bastante heterogêneo sendo difícil estimar a representatividade dos resultados. Nesse caso, os resultados do artigo podem diferir bastante da realidade encontrada no país. Além disso, a falta de informações eletronicamente disponíveis dificulta o processo de pesquisa e comparação para validade dos resultados.
ResponderExcluirApesar das limitações do estudo, entender todo o processo desses eventos é muito importante para garantir a segurança dos pacientes que procuram assistência hospitalar.
ResponderExcluirAcho que o tema é muito interessante, pois para pensarmos em estratégias para minimizar eventos adversos relacionados com medicamentos precisamos conhecer a prevalência destes eventos e os fatores que estão associados ao mesmo. Sendo este um tema muito importante considerando que a alta taxa de morbi-mortalidade associada aos medicamentos, que poderia ser minimizada com uma maior atuação do farmacêutico.
ResponderExcluirPrimeiro quanto ao título, analisando segundo os critérios de Strobe, acredito que o mesmo não esteja adequado. Já que Strobe fala sobre fazer menção ao tipo de estudo no título. E o título deste trabalho nos deixa em dúvida sobre que tipo de trabalho encontraremos.
Na introdução ele faz uma revisão sobre estudos internacionais, justificado pela falta de estudos nacionais sobre o tema e justificando a importância do artigo. Considerando nossa realidade de serviços de saúde e a organização do SUS podemos dizer que os resultados de estudos internacionais nem sempre são extrapoláveis a realidade brasileira.
Concordo com o autor quanto a principal limitação do estudo estar relacionada a amostragem. Considerando a escolha de 3 hospitais de ensino e públicos de um único estado, torna o estudo não são reprodutíveis aos demais hospitais brasileiros.
Fiquei na dúvida quanto a coleta de dados ter sido realizada apenas em prontuários ou por meio de entrevistas....
Sobre o estudo, achei muito interessante porque procura relacionar a ocorrência dos eventos adversos com as mortes hospitalares, ajustados para os fatores de risco do paciente como idade, severidade da doença e presença de comorbidades. Mesmo partindo de dados secundários e pela análise retrospectiva dos prontuários, encontraram-se resultados muito importantes, demonstrando que o ocorrência de um evento adverso pode ser um preditor de maior risco de mortalidade.
ExcluirA busca dos eventos adversos nos prontuários foi realizada por enfermeiras e após a identificação de um trigger (rastreadores), o prontuário foi revisado por médicos para confirmar a ocorrência do evento (metodologia canadense).
As tabelas demonstram a regressão logística elaborada, com as variáveis que mostraram associação com a ocorrência dos eventos adversos.
Os autores discorrem sobre as principais limitações do estudo como: análise retrospectiva, dados obtidos a partir de prontuários, dados não generalizáveis a outros hospitais e pela metodologia adotada. Além disso, os autores apontam que os números obtidos podem ter subestimados a realidade brasileira.
Na nossa prática diária é muito difícil fazer uma análise detalhada dos eventos adversos ocorridos e de avaliar se o evento foi o responsável pelo óbito do paciente, exceto em alguns casos em que claramente o evento precipitou o óbito, como por exemplo quedas com fraturas.
Oi Luciane...
ExcluirTinha ficado na dúvida sobre o fato de ter sido realizado apenas em prontuários;
Talvez porque estou fazendo um trabalho em um hospital da minha cidade sobre RAMs descritas em prontuários e não tenho encontrado essas informações registradas nos prontuários dos pacientes. Sei de outros pesquisadores que já tiveram os mesmos problemas em relação a falta de informações que possam dar embasamento para correlacionar os eventos adversos aos medicamentos.
Acho que o fato de ter sido hospitais universitários influenciou no fato destas informações estarem presentes nos prontuários.
Meninas, com certeza o fato do estudo ter sido feito em hospitais universitários influencia muito na presença de relatos que possam levar a suspeitar de RAM. Fui estagiária no HCPA e fazíamos busca de RAM nos prontuários dos pacientes de diversos setores. Encontrávamos bastante suspeitas, porém elas praticamente nunca eram confirmadas pois faltavam dados para o preenchimento dos algoritmos e também contávamos com a memória dos profissionais da saúde que cuidavam do paciente... Já quando eu trabalhava em um Hospital da região metropolitana de POA, instituímos a busca de RAM nos prontuários, mas a realidade era triste e ao mesmo tempo chocante.Prontuários mal evoluídos, com poucas informações!!! Por exemplo: paciente que sabidamente haviam tido problemas (pois havia solicitação de medicamentos especiais na Farmácia) não apresentava informações detalhadas no prontuário!!! Ainda há muito trabalho de conscientização desses profissionais pela frente!
ExcluirAcho que, no caso deste estudo, esse possível viés de subnotificação acaba por ser manejado pela definição dos gatilhos de busca de eventos adversos nos prontuários.
ExcluirSe não me engano, foram definidos 8 gatilhos, caracterizando um método de busca ativa de reações adversas, que, por essência, lida bem com essa questão da subnotificação.
O tema do estudo é de grande relevância, considerando os diversos eventos ocorridos em ambiente hospitalar, principalmente eventos que poderiam ser prevenidos. Como citado no texto os estudos sobre o tema são escassos, apresentando pouco referencial teórico, em especial no Brasil, provavelmente pela dificuldade de avaliar se os eventos se relacionam a morte hospitalar, já que muitos casos são omitidos e apresentam fator de confusão.
ResponderExcluirO objetivo é descrito de forma direta e ampla, mas coerente ao estudo.
O que não ficou claro, foi em relação a população, em que foram definidos os critérios de exclusão, mas não especificaram no estudo o número de prontuários excluídos.
É Mayara, realmente a escassez de estudos no país dificulta a elaboração do quadro teórico. Em geral, os estudos que abordam RAM são restritos a alguns hospitais e algumas cidades, sendo extremamente complicado generalizar resultados e ter uma "estatística real" do que ocorre num país com tamanha diversidade como o nosso!
Excluir
ResponderExcluirMeus apontamentos foram guiados pelas perguntas da Professora Tania assim como no instrumento strobe que pode ser visualizado no link: http://www.strobe-statement.org/fileadmin/Strobe/uploads/translations/STROBE_translation_portuguese_Commentary_Malta_RevSaudePublica_2010_checklist.pdf
O título chama muito a atenção do leitor, por abordar a morte; o resumo é informativo apesar de não citar diretamente o tipo de estudo realizado, infelizmente dada a limitação de palavras impostas pelas próprias revistas chamar a atenção para o estudo, ser claro, conciso e ao mesmo tempo objetivo pode ser difícil e necessita de muito exercício.
O contexto apresentado é sim representativo com estudos recém publicados sobre o assunto e a justificativa do mesmo esta baseada na falta de dados nacionais e na grande importância de discussão do tema sobre o assunto. No entanto acho que como o Brasil é um país de extensão geográfica muita grande e heterogeneidade de atenção a saúde e de população afirmar que o estudo é no Brasil, talvez seja muito amplo, quem sabe afirmar em três hospitais no sudeste do Brasil, ou em um estado brasileiro. O estudo também descreve o objetivo do trabalho que foi avaliar a relação entre a mortalidade hospitalar e eventos adversos, ajustados para fatores de risco do paciente. A hipótese principal levantada pelo estudo é que os pacientes que são mais graves, estão sujeitos a múltiplas intervenções e permanecem por mais tempo hospitalizados logo estão mais propensos a sofrer lesões graves ou danos como resultado de erro médico.
Não há citação específica sobre o desenho de estudo. E em sendo retrospectivo já existem fragilidades inerentes à própria cronologia de coleta, principalmente atentando-se para o desfecho avaliado tão multifatorial que foi a morte e sua relação com eventos adversos. Além do que a pesquisa foi realizada em dados secundários, os prontuários, que podem ser frágeis na forma e qualidade de informações. A analise estatística foi bem descrita e ajudou a diminuir as possibilidades de vieses da coleta e da fonte de dados. Os critérios de inclusão poderiam estar mais bem descritos. A caracterização das instituições fontes de informação não foi bem detalhada.
Os resultados são muito importantes e apontam muitas informações relevantes que auxiliam na tomada de decisão e geração de dados para ações preventivas na atuação profissional. Devemos discutir muito este tema.
O título é representativo. A metodologia empregada busca calcular o odds para óbito devido a eventos adversos, em 3 hospitais de ensino no Brasil. O levantamento dos dados nos prontuários foi feito em 2003 e o artigo foi publicado em 2011. Esta diferença de tempo entre o levantamento dos dados e a publicação dos resultados pode ter gerado alguns vieses (de interpretação, de análise). A revisão da literatura está adequada, com artigos da última década. Objetivos e hipóteses bem descritos.
ResponderExcluirNa metodologia, apesar de bem escrita e definida, faltou algumas informações, como definir os gatilhos (trigger tools), explicar o motivo da exclusão de indivíduos com idades < 18 anos (sendo um grupo de risco para eventos adversos) e uma explicação mais detalhada da revisão que foi feita em prontuários (quantos pesquisadores,receberam treinamento?).
Os autores aplicaram testes estatísticos para eliminar a possibilidade de vieses (seleção, confusão), gerando dados com validade interna. No entanto, a capacidade de generalização é limitada pelos locais onde o estudo foi conduzido (3 hospitais com o mesmo perfil e no mesmo estado). O Brasil possui mais de 5000 hospitais, com características diferentes, o que reduz a validade externa do estudo.
Ao revisar dados do DataSUS percebe-se que os principais motivos das internações são os mesmos de outras cidades do Brasil (ex: Caxias do Sul, 2010). Entre os principais motivos que geraram internações hospitalares no trabalho estão: gravidez, nascimento e pós-parto, doença do aparelho circulatório e doenças do aparelho digestivo. Estas estatísticas se repetem em outras cidades, o que pode ser positivo para análise de validade externa.
Concluindo, o associação entre EA e óbito mostrou Odds Ratio = 11,43 e após ajustes (levando em considerações fatores de risco) = 8,23, permanecendo alta. O que chama atenção é o fato de, entre as 94 mortes analisadas, 34% foram relacionados a casos envolvendo eventos adversos, e 26,6% das mortes ocorreram em casos cujos eventos adversos foram consideradas evitáveis.
Cabe a nós o estudo aprofundado dos eventos adversos, em ambiente hospitalar e também na atenção primária, criando estratégias de segurança para o uso de medicamentos e desenhando estudos prospectivos e multicêntricos.
Quando os autores não definem quais os critérios utilizados no screening de prontuários (trigger tools) considero que a metodologia não é de fácil reprodutibilidade pela forma que é apresentada.
ExcluirE ainda, faz pensar a questão dos critérios de exclusão...Não tomo como justificativa quando se diz usar os mesmos critérios que o estudo do Canadá... Da mesma forma que é problematizado, ao fim do artigo, que estes resultados não podem ser generalizados ao Brasil, entendo que faltou problematizar os critérios utilizados tanto na inclusão quanto na exclusão de dados para a nossa realidade.
O título é representativo do estudo, o resumo de forma sucinta, é informativo e equilibrado, mesmo com as limitações de número máximo de palavras a serem utilizadas na composição do resumo. Apesar dos dados utilizados serem do ano de 2003 e a publicação em si, datar de 2011, o contexto é representativo, visto que, poucos estudos foram realizados com a finalidade específica de correlacionar os óbitos hospitalares com eventos adversos, tais como os estudos citados ao longo do trabalho. Não somente em países em desenvolvimento, em que o número de estudos é escasso, mas no âmbito mundial a avaliação da relação entre a mortalidade hospitalar e os eventos adversos é de suma importância. o fato de 26,6% das mortes hospitalares ocorrerem em casos envolvendo eventos adversos classificados como evitáveis ou preveníveis é de total relevância, é algo impactante, pois nos chama a atenção não só para a fragilidade da condição humana, mas também dos sistemas em que estamos inseridos, sendo preciso a todo momento a implementação e revisão das políticas de segurança utilizadas nos serviços de saúde.
ResponderExcluirVou discordar um pouco dos colegas quanto à avaliação do título do artigo. Não considero que o título seja representativo do estudo, ou seja, um bom título, uma vez que não deixa claro qual tipo de estudo foi realizado ou qual seu objetivo. Além disso, esse estudo não é representativo do Brasil e sim de 3 hospitais universitários do Rio de Janeiro. Por conta disso, considero que o título poderia ser mais completo e representar melhor o estudo.
ResponderExcluirTanto o resumo quanto a introdução do estudo me parecem adequados, porém me chamou atenção um dado apresentado na introdução sobre o estudo de Garcia-Martin e colaboradores, no qual é apresentado o OR de 1,75 para a relação de ao menos um evento adverso e o risco de morte, porém o intervalo de confiança (IC) não foi apresentado, o que impossibilita certificar se há ou não significância estatística dessa correlação.
O método foi bem relatado, inclusive citando o estudo original Canadense que os autores brasileiros reproduziram. Análises univariadas e bivariadas foram realizadas e isso foi bem detalhado ao longo do estudo, todos os parâmetros considerados e aqueles que não tiveram os resultados apresentados e os motivos para tal. Análise de regressão logística múltipla foi realizada e todos os parâmetros considerados também foram explicitados e explicados. Essa análise assegurou que os parâmetros que influenciaram os resultados positiva ou negativamente fossem identificados.
Achei que na parte de resultados, alguns dados que já apareciam na tabela foram repetidos ao longo do texto, o que é desnecessário. Percebi isso, porque alguns resultados de Odds Ratio são apresentados no texto sem o respectivo intervalo de confiança, porém esse dado é apresentado de forma completa na tabela.
O fato do estudo ter sido retrospectivo lhe confere importantes limitações que não foram discutidas no tópico sobre as limitações. Por outro lado, os autores apontam a capacidade minimizada de generalização dos resultados para o contexto do país, o que corrobora com minha crítica ao título do estudo. De qualquer forma, o estudo é de grande relevância, uma vez que demonstrou que 78% (25/32) das mortes relacionadas a eventos adversos foram causadas por eventos preveníveis. Assim, é primordial que se discuta sobre a qualidade do cuidado prestada no ambiente hospitalar pela equipe de saúde e a importância de políticas e processos que garantam maior segurança ao paciente.
Concordo com a Ivelise em relação ao título, pois ela dá a impressão de que o estudo foi conduzido no país inteiro.
ExcluirTambém concordo. Acho que poderiam ter ao menos feito um recorte regional com relação ao local do estudo, como vemos em vários outros realizados aqui. Acho que "“Hospital deaths and adverse events in Southeastern Brazil” ficaria mais representativo.
ExcluirIvellise, só vou discordar com relação a tua colocação de que a limitação por ser um estudo retrospectivo não foi considerada pelos autores. Acho que foi considerada sim, pois eles citam por diversas vezes as limitações apontadas em outros estudos semelhantes, justamente por serem retrospectivos.
ExcluirNo caso desse trabalho, eles lançaram mão da análise multivariada e de regressão logística múltipla, justamente para corrigir os vieses que poderiam estar associados a essas limitações. Acho que esse ponto foi o mais inovador do artigo, agregando-lhe importância e impacto.
No mais, achei bastante alarmantes os resultados, que alertam ainda mais no sentido de pensarmos na nossa prática profissional sempre visando o aumento da segurança do paciente. Um grande desafio está posto!
Concordo com a colega Ivellise quanto à não representatividade do título desse estudo! Poderia ter citado já no título a cidade do Rio de Janeiro. Ou ampliado o título acrescentando hospitais universitários do RJ, para ficar mais claro. Tudo bem que existem as regras das revistas a serem cumpridas, mas enfrentei diversos problemas com títulos mal formulados e não representativos dos estudos na revisão sistemática que estou realizando.
ResponderExcluirColegas, pra mim não ficou clara a questão da coleta dos dados. Por que utilizaram prontuários de 2003? E publicaram os dados em 2011? Pela leitura do texto e da análise das referências, percebi que este mesmo grupo publicou um artigo em 2008 com a validação para a língua portuguesa de um instrumento para a avaliação dos eventos adversos em hospitais (ref 15). Então volto a me perguntar: o instrumento utilizado era validado? Quem fez a coleta dos dados estava treinado? Se os dados foram coletados antes de 2008, eles foram revisados depois da validação? Ou em 2011 eles resolveram analisar dados dos prontuários do estudo que foi feito em 2008, para validar o questionário? A última alternativa é a mais apropriada pela leitura do texto, mas mesmo assim continuo confusa...
ResponderExcluirTambém achei que não está clara a questão da coleta de dados. É sabido que alguns estudos na área da saúde apresentam um certo tempo entre a coleta de dados e publicação... mas tratando-se de coleta em prontuário em 2003 para a publicação ocorrer apenas em 2011 é de se questionar, pois pode ter gerado alguns vieses importantes. Além disso, acho que seria necessário utilizar referencial teórico mais atualizado, considerando a data de publicação.
ExcluirIsabel, considerando os teus questionamentos em relação ao artigo, tbm acho que a última alternativa seja a mais apropriada, mas nada disso ficou claro no texto.
De fato é citado que os dados utilizados foram coletados em outros estudos anteriores de 2008 e 2009, do mesmo grupo de autores. Acho que pra compreendermos essas questões da coleta de dados precisamos acessar esses trabalhos, mas não acho que isso comprometa a compreensão deste trabalho.
ExcluirO título do artigo não é representativo do modelo de estudo realizado nem do local em que foi aplicado; no entanto, é objetivo em relação ao tema abordado. No resumo, as informações são abordadas de forma equilibrada, contendo a forma como o estudo foi conduzido e os seus principais resultados.
ResponderExcluirA introdução contém informações que justificam a relevância do tema. O referencial teórico é atualizado e conta com estudos nacionais e, principalmente, internacionais. O objetivo do artigo está bem descrito.
Chama atenção que o período da coleta dos dados, ano de 2003, aconteceu muito antes da publicação do artigo (2011), o que pode mascarar a realidade atual do local.
A metodologia descreve o modelo do estudo, como foi determinado o tamanho amostral, os critérios de inclusão e de exclusão dos prontuários, critérios para a escolha dos hospitais, assim como informações relevantes sobre estes locais, por exemplo, contar ou não com maternidade. São citadas as referências de metodologias, escores e algoritmos adotados, o que confere credibilidade à metodologia. Também são descritas taxas de perdas e de pacientes que não foram considerados elegíveis. O texto chama atenção para possíveis fatores de confusão, como as características dos pacientes associadas à severidade do caso.
São descritas as análises estatísticas – univariadas e multivariadas - relacionadas às características sociodemográficas e clínicas do paciente e à hospitalização. É abordada a conduta frente a informações que são perdidas, como sobre a condição social dos pacientes. Análise de regressão múltipla foi utilizada para avaliar os fatores associados com a morte nos casos selecionados.
Considero os resultados bem descritos, de forma a chamar a atenção para os dados mais relevantes. Acredito que apresentar tabelas aumenta o nível da informação, quando bem construídas, pois permitem detalhar os dados de forma organizada. Assim, o leitor pode tirar suas conclusões, avaliar os resultados e não somente ter como informação as interpretações dos autores.
A discussão está fundamentada na comparação dos principais achados do estudo com o que foi observado em estudos anteriores. Os pesquisadores comentam sobre a dificuldade de diferenciar o efeito de cada uma das variáveis analisadas, o que interfere na interpretação dos resultados.
Como limitação do estudo, é citada a seleção de hospitais escola, o que provavelmente contribuiu para subestimar os achados, visto que nesses hospitais geralmente há maior preocupação com relação à segurança do paciente em comparação com os demais. Também é citado que esse tipo de estudo é marcado por certo grau de subjetividade, já que depende da avaliação dos pesquisadores (viés do observador).
No título é colocado que o estudo foi realizado no Brasil, parecendo que os resultados refletem o que ocorre no país. No entanto, dada à dimensão e às disparidades do Brasil, os resultados do estudo aplicado num único estado não podem ser extrapolados (não possui validade externa) e, portanto, talvez fosse melhor referenciar no título o local onde a pesquisa foi realizada.
Também concordo com a Ivellise, o titulo não foi representativo, não deixa claro sobre o que o estudo abordará. Quanto ao resumo, é informativo porém não aborda de forma clara aspectos referentes a óbitos hospitalares relacionados com eventos adversos. O contexto na Introdução é bem justificado, representativo ao ano que foi publicado, a maioria das referências estão dentro de 10 anos. Achei o tema de grande relevância com a realidade hospitalar atual. O estudo, mesmo com dados obtidos em 2003, observa-se que não houve muita mudança para o âmbito atual.
ResponderExcluirO título do artigo está adequado, representando o objetivo do estudo e despertando interesse aos leitores sobre o tema a ser abordado. Porém concordo que poderia ter se referido apenas ao local onde foi realizado o estudo e não ao país como um todo, visto que os próprios autores discutem nas limitações do estudo a validade externa.
ResponderExcluirO resumo é informativo e equilibrado ao texto, mostrando os principais objetivos e resultados encontrados.
A introdução mostra uma revisão de vários estudos sobre o tema. A revisão, na minha opinião, foi realizada de forma adequada, utilizando-se de referências relevantes e atuais se considerarmos o ano de coleta de dados do estudo. Porém, no contexto da publicação (ano de 2011), algumas referências se encontravam já ultrapassadas. Talvez pudessem ter incluído artigos mais recentes na introdução para complementar.
A metodologia está bem descrita e clara. Faltou informações na parte do screening sobre os critérios de screening (trigger tools) para analisar potenciais eventos adversos e alguns outros detalhes como o número de profissionais que coletaram os dados, se estavam capacitados para esta tarefa. O tamanho amostral, local onde se realizou o estudo, data da coleta, critérios de inclusão / exclusão estavam bem descritos no artigo. As fontes de dados para as análises estão descritas e referenciadas. Os possíveis fatores de confusão também aparecem mencionados, como as características dos pacientes associadas à severidade do caso. As análises estatísticas univariadas e multivariadas, análise de regressão múltipla também foram descritas.
O objetivo do estudo está bem descrito, de forma sucinta e objetiva: avaliar a relação entre as mortes ocorridas em hospitais e eventos adversos, ajustadas para os fatores de risco dos pacientes, em pacientes hospitalizados no Brasil. É uma pergunta de pesquisa muito interessante e importante para a saúde pública. Cada vez mais precisamos nos preocupar e estudar sobre temas como este, para com isto aumentarmos a segurança dos pacientes através da detecção dos erros e elaboração de medidas de prevenção. O ambiente hospitalar deve ser cada vez mais um ambiente seguro para os pacientes, com profissionais treinados e qualificados para isto.
Os resultados estão expressos adequadamente, primeiramente mostrando a população envolvida e suas características (sexo, idade, diagnóstico na internação) e posteriormente respondendo aos objetivos do artigo. As tabelas foram importantes ferramentas para representar os resultados neste estudo, pois facilita a visualização dos dados e seu entendimento. Os resultados encontrados foram bastante importantes, refletindo o impacto que os eventos adversos têm sobre a segurança dos pacientes, levando muitas vezes a óbitos no ambiente hospitalar (“Entre as 94 mortes analisadas, 34% foram casos relacionados a eventos adversos e 26,6% das mortes foram casos de eventos adversos considerados preveníveis”).
A discussão visou comparar os dados obtidos com outros estudos desenvolvidos, sendo desenvolvida de forma adequada, apresentando as principais limitações, mostrando que os hospitais onde o estudo foi desenvolvido têm suas características próprias (são hospitais-escola), e que no país têm muitos hospitais com outras realidades, o que pode dificultar a capacidade de generalização (validade externa) do estudo. Outra limitação apontada é o viés do observador, visto que este tipo de estudo possui subjetividade na interpretação dos dados coletados.
O que achei mais interessante dos comentários dos colegas é a questão da reprodutibilidade do estudo. Realmente fica muito complicado tentar implantar métodos onde os estudos são com populações muito específicas, neste caso hospitais públicos. No Brasil, aproximadamente 70% dos hospitais são particulares, o que limita muito o estudo. Outro fato foi colocado acima em que, nos hospitais particulares, como o custo é bem programado e tudo o mais, os erros de medicação são minimizados, uma vez que, a utilização dos medicamentos é programada.
ResponderExcluirAchei o título representativo, porém não especificou onde foi realizado o estudo, no caso hospitais universitários e não em todo o Brasil. A está introdução de acordo com o assunto abordado. Até mesmo pela falta de publicações nacionais sobre o tema, sobre dados de hospitais brasileiros para comparar os dados encontrados.
ResponderExcluirUm fato que achei interessante á a coleta dos dados em prontuários, pois sabemos que os dados não são registrados em prontuários de forma adequada e completa, assim como as subnotificações de RAs. Como a coleta é referente ao ano de 2003(estudo retrospectivo) e a publicação foi em 2011, fico em dúvida sobre a reprodutibilidade dos dados também como os colegas.
Com relação às limitações do estudo, não podemos generalizar os resultados obtidos, pois foram analisados dados de apenas 3 hospitais universitários brasileiros. A metodologia foi bem descrita e os dados estatísticos bem explorados.
Em suma, o tema é de muito importante, mas ainda pouco explorado em nossas instituições de saúde. Cabe a nós refletirmos sobre o assunto e darmos mais importância as RAs que os medicamentos podem causar nos pacientes.
Bom como quase todos fizeram suas considerações, vou tentar ser breve. Concordo com a Ivellise quanto a avaliação do título do artigo. Embora a introdução também utilize dados recentes (2009), o trabalho reproduziu o estudo realizado em 2003. O objetivo foi bem descrito. Com relação ao método, faltou algumas informações, o que torna difícil a reprodutibilidade desse estudo. Utilizou um n considerável, porém ao coletar dados apenas de um estado do Brasil (RJ), corre um grande risco de vies, visto que o Brasil é um pais heterogêneo
ResponderExcluirO estudo foi bom, e os resultados me assustaram um pouco, visto que uma grande parte dos eventos adversos poderia ser evitado, deixando claro a necessidade do farmacêutico para redução dos eventos adversos.
Bom como quase todos fizeram suas considerações, vou tentar ser breve. Concordo com a Ivellise quanto a avaliação do título do artigo. Embora a introdução também utilize dados recentes (2009), o trabalho reproduziu o estudo realizado em 2003. O objetivo foi bem descrito. Com relação ao método, faltou algumas informações, o que torna difícil a reprodutibilidade desse estudo. Utilizou um n considerável, porém ao coletar dados apenas de um estado do Brasil (RJ), corre um grande risco de vies, visto que o Brasil é um pais heterogêneo
ResponderExcluirO estudo foi bom, e os resultados me assustaram um pouco, visto que uma grande parte dos eventos adversos poderia ser evitado, deixando claro a necessidade do farmacêutico para redução dos eventos adversos.
Verificando a possibilidade de postagem.
ResponderExcluirChamou a atenção quando na metodologia os autores colocam da exclusão de dados referentes a pacientes psiquiátricos...considero que falta um dado muito importante para esse estudo, visto que os medicamentos utilizados para o tratamento de transtornos mentais apresentam muitos eventos adversos.
ResponderExcluirInteressante a colocação, Marina! Reparei nisso quando li o artigo e acabei esquecendo de comentar... O pior é que sequer mencionam o motivo pelo qual "ser um paciente psiquiátrico" é um dos critérios de exclusão. Só referem ao estudo canadense, porém não vi nenhuma discussão sobre esse critério.
ExcluirAndré,
ResponderExcluirSe ainda não colocou, coloca o linck para os protocolos. Aquele que me enviaste estava errado e tenho pouco tempo de internet para buscar. Fico em busca de wifi livre, (risos). Coloquei o link da portaria.
Abraços. Vou ler tudo depois. Podem ter certeza. Abraços.
O título não é muito representativo, pois a falta de algumas informações, assim como a cidade em que foi realizada a pesquisa. O resumo é informativo, apresentando uma linguagem bem direta ao leitor. Há poucos estudos acima deste tema. O contexto é representativo ao ano em que foi publicado e apresenta boa justificativa, porém as datas de referências são de bastante tempo quando comparadas ao ano da publicação. A metodologia no geral, é claramente apresentada e os resultados bem descritos. Em relação ao estudo, apresenta grande relevância, sendo satisfatório, pois enfatiza a ocorrência de eventos adversos, fatores de riscos aos pacientes durante o período de tratamento, os quais podem levar a graves consequências e até morte. Para que haja indicadores de qualidade nos hospitais deve-se incluir a efetividade clínica, a segurança do paciente e a eficiência.
ResponderExcluir
ResponderExcluir1) Acho que o título ficou muito aberto podendo eu acho que poderia ser mais detalhado como a A relação entre os eventos adversos ( causa) e a taxa de mortalidade (consequencia) em Hospitais ( também achei que faltou a cidade). O resumo foi elaborado de forma clara e informativa.
2) Introdução a pesquisa foi bem justificada, principalmente pela falta de publicações em relação a esta temática. Como os colegas já citaram enteriormente as referências poderiam ter sido atualizadas.
3)O referencial teórico poderia ter sido atualizado em relação a data da realização x data da publicação. Os dados colocados no artigo são relevantes, importante lembrar que são dados de países que tradicionalmente tem uma cultura de segurança de pacientes mais desenvolvida, como no caso dos EUA e países baixos.
4)os objetivos e hipóteses estavam bem justificados. avaliar a relação entre as mortes ocorridas em hospitais e eventos adversos, relacionados os fatores de risco dos pacientes. JUstificativa principal são os poucos estudos desta temática no Brasil, que é um tema de grande relevância e de pouca atenção ainda por parte dos profissionais de saúde. Realmente uma grande preocupação com relação a análise de prontuários que não se apresentam de forma detalhadamente descrita, como relataram alguns colegas.
5)Desenho do estudo foi claramente apresentado: Os prontuários foram analisados em duas etapas: (1) triagem de possíveis eventos adversos por enfermeiros e (2) identificação de eventos adversos por parte dos médicos .
ResponderExcluirA fase de análise foi com base na presença de , pelo menos, um dos 18 anteriormente
critérios de seleção estabelecidos ( ferramentas de disparo ) . A morte era um dos 18 triggers, para que todas as mortes foram selecionados para a segunda fase. Com base na evidência de cada paciente gráfico, a segunda etapa de avaliação confirmada ( ou refutada ) a ocorrência de um evento adverso e sua prevenção.
Locais , datas periodos de recrutamento , exposição ,acompanhamento e coleta de dados foram descritos
No presente estudo , 1.103 prontuários foram selecionados por meio de amostragem aleatória simples de 27.350 adultos pacientes admitidos entre 1 º de janeiro de 2003 e dezembro de
31 de 2003 , em 3 hospitais gerais de ensino no estado do Rio de Janeiro, Brasil . Dois dos hospitais têm de emergência departamentos e maternidades . os hospitais foram selecionados com base em sua disposição voluntária para colaborar eo grau de excelência em suas áreas de especialização.
Seguindo o estudo canadense , os critérios de exclusão eram pacientes com menos de 18 anos de idade , os pacientes que permaneceram internados por menos de 24 horas , e pacientes psiquiátricos. Foram incluidos casos de obstetrícia face elevada taxa de mortalidade materna no Brasil. o processo de amostragem aleatória foi aplicado a cada hospital. o
parâmetros utilizados para definir o tamanho da amostra também foram baseados
no estudo canadiano: uma incidência esperada de 10 % pacientes com eventos adversos ( erro máximo absoluto de 3%) , Numa proporção de 50% de potenciais eventos adversos , e um
nível de significância de 5%. A taxa de perda foi estimada em 10% , e a taxa de pacientes inelegíveis foi estimada em 20% .
O método foi bem relatado, com referência comparativa ao estudo canadense. Descreveram detalhadamente as Análises univariadas e bivariadas que foram realizadas no decorrer do estudo ajudaram a diminuir a possibilidade possíveis viéses na obtenção dos dados. Análise de regressão logística múltipla foi realizada.
6 ) através das tabelas podemos verificar o número de participantes incluídos e que finalizaram o estudo.
AS tabelas poderiam ser resumidas em números menores, algumas informações se repetem.
O estudo demonstrou uma alta relação entre mortes relacionadas com eventos adversos, trazendo mais uma vez a reflexão sobre a relevância do profissional farmacêutico no contexto da equipe multiprofissional , traz uma reflexão também sobre o contexto da informação de prontuários , da maior atenção no ciclo de segurança do paciente , não só nos ambientes hospitalares como também no ambiente da Farmácia Pública e Privada, investindo cada vez mais na Assistência Farmacêutica e na Farmacovigilância. Outro ponto importante é a de trabalhar a cultura da população para aprender a comunicar os eventos adversos, uma questão compouca ênfase ainda no Brasil.